Os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), popularmente conhecidos como lixo hospitalar, são uma categoria única de resíduos. Eles são gerados em hospitais, clínicas, laboratórios, consultórios odontológicos e até estúdios de tatuagem.
O que os torna únicos é o seu altíssimo potencial de risco. Eles podem conter agentes biológicos, químicos e perfurocortantes que ameaçam diretamente a saúde humana.
Um simples algodão com sangue ou uma agulha usada podem transmitir doenças graves. Por isso, o gerenciamento desses resíduos não é uma opção, mas uma obrigação sanitária.
A gestão inadequada dos RSS é um grave problema de saúde pública. Ela coloca em risco profissionais da saúde, pacientes, equipes de limpeza e toda a comunidade.
O que são Resíduos de Serviços de Saúde (RSS)?
A definição de RSS é ampla. Ela engloba qualquer resíduo gerado em estabelecimentos que prestam serviços de saúde humana ou animal.
Ela inclui os locais mais óbvios, como hospitais e clínicas veterinárias. Mas também inclui farmácias, drogarias e distribuidores de medicamentos.
Laboratórios de análises clínicas e centros de pesquisa também são grandes geradores. Até mesmo serviços de acupuntura e estúdios de tatuagem geram RSS.
A característica comum é o potencial de contaminação. Esses resíduos exigem um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) específico.
A responsabilidade pelo descarte correto é do estabelecimento gerador. Essa responsabilidade vai desde o ponto de geração até a destinação final.
A Classificação dos RSS (Grupos A, B, C, D, E)
A ANVISA, por meio da RDC 222/2018, classifica os RSS em cinco grupos. Essa classificação define como cada resíduo deve ser segregado, acondicionado e tratado.
O Grupo A (Infectantes) é o de maior risco biológico. Inclui culturas de microrganismos, bolsas de sangue e resíduos de pacientes em isolamento.
O Grupo B (Químicos) contém substâncias químicas perigosas. Exemplos são medicamentos vencidos, quimioterápicos e reveladores fotográficos.
O Grupo C (Rejeitos Radioativos) é composto por materiais contaminados com radionuclídeos. São gerados em serviços de medicina nuclear e radioterapia.
O Grupo D (Resíduos Comuns) são os resíduos que não apresentam risco. São papéis de escritório, resíduos de cozinha e outros materiais recicláveis ou rejeitos comuns.
O Grupo E (Perfurocortantes) inclui agulhas, lâminas, bisturis e vidros quebrados. São resíduos com um risco de acidente ocupacional gravíssimo.
Risco Biológico: o perigo invisível do descarte inadequado
O maior perigo dos RSS está no Grupo A e no Grupo E. O risco biológico é a principal preocupação. Agulhas descartadas em lixo comum são uma armadilha mortal. Elas podem perfurar sacos plásticos e ferir gravemente os coletores de lixo.
Um simples ferimento pode ser a porta de entrada para doenças como Hepatite B, C e HIV. Isso transforma o lixo em um vetor de doenças. O descarte em esgoto ou aterros comuns também pode contaminar a água e o solo, o que espalha patógenos para o meio ambiente, criando um ciclo de contaminação.
O tratamento adequado, geralmente por autoclave ou incineração, destrói esses microrganismos. Somente após esse processo o resíduo pode ser considerado seguro.
A Legislação Específica: RDC 222/2018 da ANVISA
A norma que rege todo o gerenciamento de RSS no Brasil é a RDC nº 222/2018 da ANVISA. Ela substituiu a antiga RDC 306/2004 e trouxe novas diretrizes.
Essa resolução detalha as responsabilidades de cada gerador. Ela exige a elaboração e implementação do PGRSS. O PGRSS é o documento que descreve todas as ações de manejo dos RSS.
O descumprimento dessa RDC é uma infração sanitária grave. As penalidades incluem multas, interdição do estabelecimento e responsabilização criminal dos gestores.
Etapas do Gerenciamento correto: da Segregação ao Tratamento
Um gerenciamento de RSS eficaz começa na fonte. O profissional de saúde deve descartar o resíduo no recipiente correto no momento do uso.
A segregação é a etapa mais importante. Misturar resíduo comum (Grupo D) com infectante (Grupo A) é um erro grave que contamina todo o lote e eleva os custos de tratamento.
Após a segregação, vem o acondicionamento. Perfurocortantes no Descarpack, infectantes em saco branco leitoso e químicos em recipientes próprios.
A coleta interna transporta os resíduos de forma segura até o abrigo temporário. De lá, eles aguardam a coleta externa.
O transporte externo só pode ser feito por veículos licenciados e identificados. O destino final deve ser uma unidade de tratamento licenciada, como uma autoclave ou um incinerador.
Aliança: sua parceira Licenciada para a coleta de RSS
A gestão de RSS é complexa e não pode haver margem para erros. A terceirização desse serviço para uma empresa especializada é a decisão mais segura e inteligente.
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Nossa equipe é treinada para o manuseio de material biológico. Nossos veículos são adaptados e seguem rotas seguras.
Garantimos a destinação final correta e fornecemos o Certificado de Destinação Final (CDF). Esse documento é sua garantia de conformidade perante a Vigilância Sanitária.
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