Salões de beleza, barbearias, clínicas de estética e estúdios de tatuagem são geradores de saúde. Sim, pela legislação brasileira, eles se enquadram como estabelecimentos geradores de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS).

Isso acontece porque os procedimentos estéticos envolvem riscos biológicos e químicos reais para a população. O corte de cabelo, a manicure, a micropigmentação e a depilação geram resíduos que não são “lixo comum”.

A confusão sobre o que fazer com cada item no dia a dia é muito grande. Onde jogar o vidro de esmalte vazio? E a cera depilatória usada? E a lâmina de barbear descartável?

O descarte incorreto desses materiais pode causar acidentes graves com os coletores de lixo urbano. Além disso, pode transmitir doenças graves como hepatite B, C, HIV e fungos, além de poluir o meio ambiente.

A ANVISA fiscaliza esses estabelecimentos de beleza com o mesmo rigor de uma clínica médica. A falta de um plano de gerenciamento adequado pode levar a multas pesadas e à interdição do local.

Neste guia, a Aliança Solução Ambiental vai desmistificar a classificação dos resíduos estéticos. Você aprenderá a separar corretamente cada item e manter seu salão legalizado e seguro. Confira abaixo!

A responsabilidade legal dos salões e clínicas

Todo estabelecimento que realiza procedimentos de embelezamento, estética ou tatuagem deve ter um PGRSS. O Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde é um documento obrigatório por lei.

A Resolução RDC nº 222/2018 da ANVISA regulamenta essa questão em nível nacional. Ela define claramente que o gerador é responsável pelo resíduo desde a sua geração até a destinação final ambientalmente adequada.

Muitos profissionais autônomos e donos de pequenos salões acreditam que, por serem pequenos, estão isentos. Isso é um mito perigoso, já que a lei se aplica a qualquer gerador de RSS, independentemente do porte da empresa.

O descarte de produtos químicos na pia ou lixo infectante na rua é considerado crime ambiental. A Lei de Crimes Ambientais prevê penalidades severas, incluindo prisão, para essas práticas irresponsáveis.

Além da questão estritamente legal, existe a responsabilidade social e ética da marca. Cuidar do meio ambiente e da saúde pública agrega valor imensurável à imagem do seu salão perante os clientes.

Grupo A e E: o risco Biológico e Perfurocortante

O maior risco sanitário em um salão vem dos objetos que podem cortar ou furar a pele. Lâminas de barbear, agulhas de tatuagem, lancetas e espátulas de metal entram no Grupo E (perfurocortantes).

Esses itens devem ser descartados, imediatamente após o uso, em caixas rígidas amarelas próprias (conhecidas como Descarpack). Nunca jogue lâminas soltas no saco de lixo plástico, pois elas rasgam o saco e ferem os garis.

Já o Grupo A (infectante) engloba materiais com presença de sangue ou fluidos corporais livres. Algodão com sangue, luvas contaminadas durante procedimento invasivo e tecidos com secreção entram nessa categoria.

Na depilação, a cera usada na virilha, axilas ou regiões íntimas pode conter pequenas quantidades de sangue e fluidos. Por precaução sanitária, recomenda-se o descarte como resíduo infectante em saco branco leitoso padrão.

A reutilização de cera depilatória é estritamente proibida pela vigilância sanitária em todo o país. Além de ser anti-higiênico, é um vetor direto de transmissão de doenças de pele e infecções.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alerta constantemente para os riscos de contaminação cruzada. A biossegurança deve ser prioridade absoluta em qualquer procedimento estético.

Grupo B: o perigo dos Resíduos Químicos

O Grupo B da ANVISA engloba os resíduos químicos que apresentam risco à saúde pública ou ao meio ambiente. No salão, isso é muito comum: tinturas, alisantes, solventes, formol e acetona.

Os frascos de esmaltes, mesmo quando vazios, contêm resíduos de solventes químicos tóxicos. Eles não devem ser jogados no lixo comum e nem no reciclável tradicional, pois contaminam o processo.

Reveladores e fixadores fotográficos (ainda usados em algumas clínicas de estética antigas) são altamente poluentes. Eles exigem processo de neutralização química antes do descarte ou recolhimento especial.

Medicamentos vencidos, anestésicos tópicos ou sobras de cosméticos com princípios ativos medicamentosos também são do Grupo B. Eles devem ser segregados em recipientes rígidos e identificados como resíduo químico.

Jogar restos de produtos químicos na pia contamina a rede de esgoto e dificulta o tratamento da água da cidade. O impacto ambiental acumulado de milhares de salões descartando incorretamente é gigantesco.

A destinação correta geralmente envolve a incineração ou coprocessamento industrial em fornos licenciados. Somente empresas especializadas como a Aliança podem realizar esse transporte. Saiba mais em nosso Blog.

Grupo D: o Lixo Comum e Reciclável

Felizmente, a maior parte do volume de lixo gerado em um salão é classificado como Grupo D (comum). Isso inclui cabelos cortados (desde que não tenham piolhos ou sangue), papel de escritório e embalagens limpas.

Plásticos de embalagens de shampoo, caixas de papelão, revistas velhas e garrafas PET podem ser reciclados. Eles devem ser separados limpos para a coleta seletiva municipal ou catadores.

Toalhas de papel usadas para secar as mãos no banheiro ou na copa também são lixo comum. Elas vão para o aterro sanitário convencional junto com o lixo orgânico do dia a dia.

É crucial não misturar o lixo comum (Grupo D) com o infectante (A) ou químico (B). Se um algodão com sangue toca um monte de papel limpo, todo o lote vira infectante por contaminação cruzada.

Isso aumenta drasticamente o custo de descarte, pois o tratamento de lixo infectante é cobrado por quilo (peso). A segregação correta na fonte gera economia financeira real para o salão.

Treinar a equipe é fundamental para o sucesso do PGRSS. Manicures e cabeleireiros devem saber exatamente qual lixeira usar para cada resíduo no momento exato do trabalho.

A importância da Logística Reversa de Embalagens

A indústria de cosméticos tem avançado muito na implementação da logística reversa de embalagens pós-consumo. Algumas grandes marcas já recebem os frascos vazios de volta para reciclagem controlada.

O vidro de esmalte é um desafio específico para a reciclagem convencional. Embora seja vidro, o conteúdo químico residual inviabiliza a reciclagem comum junto com garrafas de bebidas.

Existem programas específicos, como o da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), que incentivam o retorno dessas embalagens.

Verifique sempre se os seus fornecedores de produtos possuem programas de recolhimento ou “jogue limpo”. Isso pode facilitar muito a gestão dos seus resíduos químicos e reduzir custos.

Para o volume que não for coberto pela logística reversa, a contratação de uma empresa de coleta privada é necessária. Ela dará o destino final legal para esses passivos ambientais do seu negócio.

Aliança: solução completa para o seu Salão

Gerenciar resíduos em um ambiente dinâmico e corrido como um salão de beleza é desafiador. A Aliança Solução Ambiental facilita todo esse processo burocrático e operacional para você.

Também coletamos os resíduos químicos, como frascos de esmaltes, tinturas e solventes. Fornecemos toda a documentação (MTR e Certificado) exigida pela Vigilância Sanitária para a renovação do seu alvará.

Atendemos clínicas de estética, estúdios de tatuagem, barbearias e esmalterias em toda a região. Garantimos a destinação final por incineração ou autoclave, conforme exige a norma técnica.

Não corra riscos desnecessários com a fiscalização ou com a saúde dos seus clientes. Entre em contato com a Aliança por intermédio da nossa página de Contato e solicite uma proposta personalizada.

Veja também nossos outros serviços de gestão ambiental na nossa Home Page. Estamos prontos para ser o parceiro ambiental do seu negócio de beleza.

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