O calor de fevereiro obriga todo mundo a ligar o aparelho de ar-condicionado no máximo. É impossível trabalhar ou dormir sem climatização nessa época do ano.
Porém, o conforto térmico gera resíduos que a maioria das pessoas ignora. Estamos falando da água que pinga constantemente e dos aparelhos velhos trocados.
A manutenção desses equipamentos aumenta muito durante o verão intenso. Filtros sujos, peças quebradas e gás refrigerante vazando são problemas comuns.
O descarte incorreto desses materiais causa danos sérios ao meio ambiente. Além disso, existe um risco sanitário que vive escondido dentro das máquinas.
Prepare-se para ajustar a gestão de resíduos da sua empresa ou casa. A responsabilidade ambiental não tira férias nem no calor de quarenta graus.
A água da condensadora é limpa ou contaminada?
Muitas pessoas coletam a água do ar-condicionado para regar plantas ou lavar o chão. Aparentemente, é uma água cristalina e sem cheiro algum.
Mas essa aparência de pureza esconde uma realidade microscópica bastante suja. A água nasce do contato do ar quente com as serpentinas geladas do aparelho.
Nesse processo, a umidade do ar se condensa e vira líquido dentro da máquina. O problema é que o ar do ambiente carrega poeira, ácaros e bactérias.
Toda essa sujeira do ar fica presa na água que escorre pela bandeja. O interior do aparelho é escuro e úmido, um paraíso para microrganismos.
Se a manutenção não estiver em dia, forma-se um biofilme nas partes internas. Esse lodo biológico contamina cada gota que sai pela mangueira de dreno.
Estudos mostram a presença de metais pesados como alumínio e cobre nessa água. Esses metais se soltam das serpentinas devido à corrosão natural do uso.
Portanto, essa água não é potável e jamais deve ser bebida por humanos ou animais. O risco de intoxicação ou infecção intestinal é real e documentado.
Para reuso, ela serve apenas para descarga de vasos sanitários ou limpeza de pisos externos. Nunca use para lavar louça, roupas ou regar hortaliças que serão consumidas cruas.
O perigo invisível da bactéria Legionella
Existe uma bactéria específica que adora viver em sistemas de ar-condicionado centrais. O nome dessa bactéria é Legionella pneumophila, responsável por causar uma pneumonia grave.
Ela se reproduz na água parada das bandejas e torres de resfriamento sujas. Quando o ar circula, ele espalha gotículas contaminadas por todo o ambiente climatizado.
As pessoas respiram essas gotículas invisíveis e a bactéria se aloja nos pulmões. A doença, conhecida como Legionelose, pode ser fatal em pessoas com imunidade baixa.
No Brasil, existe uma lei específica para evitar esse tipo de contaminação biológica. É a Lei 13.589/2018, que obriga a manutenção do PMOC em edifícios.
PMOC significa Plano de Manutenção, Operação e Controle de sistemas de climatização. Todo prédio público ou coletivo precisa ter esse plano assinado por um engenheiro.
A limpeza das bandejas e o tratamento da água são exigências sanitárias rigorosas. Ignorar essa limpeza é colocar a vida dos ocupantes do prédio em risco.
O resíduo da limpeza dessas bandejas também é considerado material contaminado. A água suja da lavagem não pode ser jogada em qualquer ralo pluvial.
Empresas especializadas usam produtos biocidas para garantir a desinfecção do sistema. Saiba mais sobre a Lei do PMOC aqui
A saúde respiratória dos funcionários depende diretamente da higiene desses equipamentos. Aparelho de ar-condicionado sujo é sinônimo de equipe doente e baixa produtividade.
O problema do gás refrigerante na atmosfera
O ar-condicionado funciona graças a um gás que circula dentro dele. Antigamente, usava-se o CFC, que destruía a camada de ozônio da Terra.
Hoje usamos gases mais modernos, mas que ainda causam efeito estufa se vazarem. O R-22 e o R-410A são potentes agentes de aquecimento global.
Quando um aparelho é descartado de qualquer jeito, esse gás vaza para o ar. Um técnico irresponsável pode cortar a tubulação e liberar tudo na atmosfera.
Isso é um crime ambiental que contribui para as mudanças climáticas que vivemos. A liberação desses gases é estritamente controlada por protocolos internacionais.
Na hora da manutenção ou troca, o gás precisa ser recolhido por uma máquina. Ele é armazenado em cilindros especiais para ser reciclado ou destruído corretamente.
Muitas empresas de sucata não têm equipamento para recolher esse gás perigoso. Elas apenas desmontam o metal e deixam o gás escapar sem controle.
Você precisa exigir que a empresa de manutenção faça o recolhimento certificado. Entenda o Protocolo Montreal.
O Brasil tem metas internacionais para reduzir o consumo e emissão desses fluidos. Sua empresa ajuda o planeta quando contrata técnicos que respeitam essas normas.
Não seja cúmplice do aquecimento global por negligência na hora do descarte. O gás invisível causa um estrago ambiental que dura gerações.
A responsabilidade legal sua e das empresas
Grandes geradores de resíduos, como indústrias e shoppings, têm obrigações legais claras. A Política Nacional de Resíduos Sólidos não perdoa o descarte incorreto.
Sua empresa precisa emitir o MTR (Manifesto de Transporte de Resíduos) para eletrônicos. Esse documento prova para a fiscalização que você seguiu a lei.
O descarte irregular pode resultar em multas milionárias e processos criminais. O gestor ambiental responde civil e criminalmente pelos danos causados.
Além da multa, existe o dano à reputação da marca perante o mercado. Consumidores modernos cobram uma postura sustentável das empresas que contratam.
Ser “verde” não é apenas colocar um selo no site ou na embalagem. É preciso comprovar ações práticas de gestão ambiental no dia a dia.
As auditorias ISO 14001 verificam rigorosamente como a empresa lida com seus passivos. O aparelho de ar-condicionado velho é um passivo que não pode ser ignorado.
Tenha um arquivo organizado com todos os certificados de destinação final (CDF). Consulte o SINIR para mais detalhes.
Essa documentação é sua blindagem jurídica contra qualquer questionamento futuro. Esteja sempre preparado para apresentar provas da sua conformidade ambiental.
A regularidade ambiental valoriza a empresa e abre portas para novos negócios. O mercado internacional exige parceiros que respeitem o meio ambiente.
Resolver a questão dos resíduos de ar-condicionado exige parceiros confiáveis e técnicos. A Aliança Ambiental possui expertise na gestão de resíduos complexos e perigosos.
Ajudamos você a cumprir as metas de sustentabilidade e a legislação brasileira. Entre em contato com a Aliança Ambiental aqui.
Tire esse peso da sua consciência e do seu depósito agora mesmo. Ligue para nossa equipe e agende a retirada dos seus resíduos!